segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Manual ALCIPE

No dia 25 de Novembro, à semelhança de várias entidades nacionais, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) assinalou o Dia Internacional Contra a Violência Exercida Contra as Mulheres, apresentando a segunda edição, revista e aumentada, do Manual ALCIPE (1.ª Edição, 1998). Segue aqui o link onde podem descarregar a revista em formato pdf.
http://www.apav.pt/portal/pdf/ManualAlcipe.pdf

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Hoje, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, postamos aqui algumas informações e uma reportagem sobre esta forma de estar pouco humana de alguns seres. Vergonhosamente, continuamos a ocultar os(as) agressores(as) e continuamos, assim, a dar-lhes espaço para que cometam as suas atrocidades.
Este ano (2010), em Portugal, registou-se um aumento do número de vítimas deste tipo de violência.
No sentido de inverter esta situação, o Governo apresenta, hoje, o IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica, tendo como objectivo, nos próximos três anos lançar uma linha de financiamento para alargar a rede de apoio a vítimas, através de projectos de autarquias e organizações não governamentais.
Este ano foram assassinadas mais mulheres do que em 2009 e aumentaram também as tentativas de homicídio: 39 mortes e 37 tentativas, segundo o relatório do Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta).

Governo quer aplicar mais pulseiras electrónicas aos responsáveis por crimes de violência doméstica

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

10 Dicas para uma alimentação Saudável.

Retirado de um Blog Brasileiro bastante interessante.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estamos de volta!!

Após umas merecidas férias regressámos às nossas actividades lectivas e consequentemente ao nosso Blogue. Prometemos continuar a informar e divulgar informação pertinente no âmbito do Projecto Escola Saudável.
Continuem a visitar-nos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TABACO


O tabaco vem da planta Nicotiana Tabacum e é uma substância estimulante. Pode ser encontrado em forma de charuto, cigarro (com ou sem filtro), cachimbo, rapé e tabaco de mascar. O tabaco é principalmente fumado, mas pode também ser inalado ou mastigado. Tem uma acção estimulante.
A combustão do tabaco produz inúmeras substâncias como gases e vapores, que passam para os pulmões através do fumo, sendo algumas absorvidas pela corrente sanguínea. Estas substâncias são:
Nicotina: A nicotina é o alcalóide da planta do tabaco. Quando chega ao Sistema Nervoso Central, actua como um agonista do receptor nicotínico da acetilcolina. Possui propriedades de reforço positivo e viciantes devido à activação da via dopaminérgica mesolímbica. Aumenta também as concentrações da adrenalina, noradrenalina, vasopresina, beta endorfinas, ACTH e cortisol, que parecem influir nos seus efeitos estimulantes.
Substâncias irritantes (como a acroleína, os fenóis, o peróxido de nitrogénio, o ácido cianídrico, o amoníaco, etc): provocam a contracção bronquial, a estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse e a alteração dos mecanismos de defesa do pulmão.
Alcatrão e outros agentes cancerígenos (como o alfabenzopireno): contribuem para as neoplasias associadas ao tabaco.
Monóxido de carbono: provocam a diminuição da capacidade de transporte de oxigénio por parte dos glóbulos vermelhos.
Origem
A planta Nicotina tabacum deve o seu nome ao médico Jean Nicot que popularizou o seu uso na Europa. Esta planta, juntamente com cerca de mais de cinquenta outras espécies, faz parte do grupo nicotínico.
É originária da América onde era usada, antes da descoberta deste continente, pelos seus efeitos alucinogéneos. É difundida na Europa, após a viagem de Colombo, em parte devido à crença no seu valor terapêutico. A procura do tabaco fez com que a coroa espanhola se apropriasse do monopólio do seu comércio. Mais tarde, os franceses e ingleses juntam-se aos espanhóis, contribuindo para a expansão desta substância, o que origina fortes repressões por muitas autoridades. A título de exemplo, refira-se que Fedorovich dava ordens de tortura a qualquer consumidor até que este confessasse quem tinha sido o seu fornecedor, para depois mandar cortar o nariz a ambos. Também o sultão Murad IV castigava com decapitação, desmembramento ou mutilação quem encontrasse a fumar.
A partir do século XVIII, o levantamento das proibições permite um crescimento gradual do consumo de tabaco. Este consumo era principalmente feito por aspiração nasal, apresentando-se o produto em forma de pó fino ou resíduos (neste último caso, era-lhe atribuído o nome de rapé). O tabaco era também enrolado ou recheado de triturado. Crê-se que o cigarro surgiu das navegações transatlânticas, durante as quais eram apanhados os restos de tabaco, que estavam a ser transportados para a Europa, e enrolados em papel (dado que as folhas inteiras da planta pertenciam à coroa). Começando por ser um consumo de marinheiros, pensa-se que em 1800 já se tinha alargado a outros estratos sociais na Península Ibérica e no Meditarrâneo. Para a sua expansão pelo resto da Europa, em muito contribuíram as guerras napoleónicas.
Na segunda metade do século XIX, o monopólio da fabricação dos cigarros passa a ser dos anglo-saxões. A partir desta altura, o tabagismo passa a afectar quase metade da população mundial.

Questionário - Adolescência


Quando chegam as transformações da adolescência, os hábitos de higiene devem manter-se ou aumentar de frequência. Nesta fase, a transpiração torna-se mais abundante e o odor corporal mais intenso.

Preenche o questionário


Tens aqui um pequeno questionário que te permitirá saber se os teus hábitos de higiene são adequados ou se precisam de ser melhorados. Trata o tema com sinceridade.

1. Quantas vezes por semana tomas duche?
Todos os dias
Entre 3 a 5 vezes por semana
2 ou menos vezes por semana

2. Quantas vezes por semana lavas o cabelo?
Todos os dias
Entre 3 a 5 vezes por semana
2 ou menos vezes por semana

3. Com que frequência lavas os pés?
Muitas vezes
Às vezes
Nunca

4. Com que frequência lavas o pénis ou a vulva?
Muitas vezes
Às vezes
Nunca

5. Quantas vezes por dia lavas os dentes?
3 vezes
1 ou 2 vezes (de manhã e/ou à noite)
Nunca

6. Lavas as mãos antes das refeições?
Sempre
Às vezes
Nunca

7. Lavas as mãos depois de ires à casa de banho?
Sempre
Às vezes
Nunca

8. Quantas vezes por semana mudas de roupa interior?
Todos os dias
Entre 3 a 5 vezes por semana
2 ou menos vezes por semana

9. Quando fazes ginástica ou praticas desporto, tomas duche na escola e mudas de roupa?
Sempre
Às vezes
Nunca

10. Se és rapariga, quando estás com o período
Tomas duche com maior frequência
Tomas duche com a mesma frequência
Tomas duche com menor frequência


Idade ___ [] Rapaz [] Rapariga


Avaliação da higiene individual

As respostas "a)" valem 3 pontos, as "b" 2 pontos e as "c" 1 ponto. Soma as pontuações obtidas e, se alcançares os 20 pontos, os teus hábitos higiénicos são bons, embora os possas melhorar. Se somares entre 20 e 30 pontos, os teus hábitos são muito bons. O máximo são 30 pontos. Mas, se estás entre os 10 e os 20 pontos, isso é muito mau. A tua higiene deve melhorar urgentemente.

O duche é o melhor processo para conservar a pele limpa e os músculos vigorosos. O duche elimina a sujidade e estimula a circulação se o finalizarmos com um pouco de água fria. O duche permite eliminar os odores corporais desagradáveis que resultam da decomposição bacteriana do suor. A transpiração é mais abundante em determinadas partes do corpo, como nas virilhas, nos pés e nas axilas. A frequência do duche, ou do banho, depende da actividade física, da época do ano e dos meios de que se disponha. Sempre que não haja nada em contrário, aconselhamos uma vez por dia.

O uso excessivo de sabonetes e de produtos de banho pode tornar-se nocivo para a saúde. Com efeito, pode destruir a camada protectora da pele que fica mais vulnerável às infecções parasitárias ou às micoses. Os sabonetes devem ser neutros, uma vez que os alcalinos destroem a protecção gordurosa da pele. Lembra-te que não precisas de ensaboar todo o corpo no teu duche diário. É recomendável que te enxagúes bem para tirar o sabonete e, por fim, que te seques bem.

A cara deve ser lavada, diariamente, com água fria. Se utilizares sabonete deve ser de boa qualidade e sempre neutro. Por vezes, durante a adolescência, aparece a acne. A acne é uma doença da pele que tem origem nas glândulas produtoras de gordura, ou de sebo, as chamadas glândulas sebáceas. As alterações hormonais que ocorrem na puberdade, causam mudanças na actividade normal das glândulas sebáceas. Estas passam a acumular sebo que origina a obstrução dos poros e o aparecimento de pequenas pápulas, as espinhas. Não se sabe ao certo o motivo porque alguns rapazes e raparigas têm acne, enquanto outros não.

No entanto, se tiveres acne, deves seguir algumas recomendações, tais como:
  • não utilizar produtos cosméticos oleosos ou gordurosos;
  • não espremer as borbulhas, a fim de não causar inflamações;
  • preferir uma dieta rica em frutos e legumes frescos;
  • a acne pode desaparecer por si, mas, no caso de persistir ou de alastrar, deves consultar um médico especialista.
  • As mãos devem ser mantidas especialmente limpas. Se tal não acontecer, são importantes meios para a transmissão de doenças. Deves lavá-las pelo menos, quando fores à casa de banho, antes das refeições ou de manipulares alimentos, depois de tocar em produtos químicos (laboratórios, pinturas, etc) e, em geral, sempre que tiveres as mãos sujas. Também deves cuidar das unhas, dado que no seu interior pode acumular-se muita sujidade. Para as limpar, utiliza uma escova própria. Mantém-nas curtas e com forma arredondada.

Os cabelos devem ser lavados, pelo menos 2 ou 3 vezes por semana. Mas, também podem ser lavados com mais frequência, desde que utilizes sempre produtos neutros ou pouco agressivos. Devem ser muito bem enxaguados e secos com uma toalha ou ao Sol. Evita o secador, sempre que puderes.

Os órgãos genitais, como se encontram na proximidade dos orifícios por onde são eliminadas a urina e as fezes, necessitam de cuidados especiais. Tanto a vulva, como o pénis, têm pregas de pele que deves manter limpas. É o caso do prepúcio, nos rapazes, e dos lábios maiores, nas raparigas. A higiene dos órgãos genitais deve ser realizada todos os dias e com a frequência necessária. Deves utilizar água fria e um sabonete que não agrida a pele. Estas zonas têm uma comunidade de bactérias que nos protege das infecções que não devemos destruir. Depois de defecares, seria aconselhável lavares-te com água, embora isso nem sempre seja possível. Quando lavares ou limpares o ânus, após defecares, a direcção dos movimentos deve ser sempre da frente para trás. Nas raparigas, este hábito é particularmente recomendável, para evitar que a sujidade possa causar infecções na sua delicada zona genital. É importante que, depois de lavar as zonas genitais, estas sejam completamente secas com uma toalha individual.

Durante o período menstrual, deves ter muito cuidado com a higiene pessoal. Quando os restos de sangue da mucosa uterina entram em contacto com o ar, produzem um odor que pode ser desagradável aos outros. É possível que nem dês por isso, uma vez que te acostumas facilmente aos teus odores.

O Consumo de Drogas


O que é a droga?
De um modo geral, podemos considerar que droga é tudo aquilo que fumado, engolido, inalado ou injectado produz alterações psíquicas, sentidas como agradáveis e que, quando consumida, se for tomada repetidas vezes pode gerar dependência.
 
Como se classificam?
As drogas podem classificar-se de diferentes formas, segundo os seus efeitos sobre o sistema nervoso central, segundo a sua composição química, segundo a sua acção farmacológica, entre outras. No entanto, a classificação mais adequada é a que se prende com o significado que cada substância tem na nossa cultura.
 
Deste modo, podemos distinguir dois grupos:
DROGAS LEGAIS – São aquelas que consumimos de forma natural, pois são aceites pela nossa sociedade e fazem parte dos nossos costumes, como é o caso do álcool, do tabaco, do café e dos fármacos.

DROGAS ILEGAIS – O consumo deste tipo de substâncias é proibido por lei, é rejeitado pela nossa sociedade e não faz parte dos nossos costumes e tradições. Ex's: cannabis, heroína, cocaína e ecstasy.

De todas estas substâncias consideramos importante alertar sobre os perigos do consumo de Álcool, uma vez que é a mais grave das toxicodependências em Portugal, pois atinge no nosso país o consumo mais elevado.

O Álcool é uma droga!
O álcool não é um estimulante do Sistema Nervoso Central, é um Depressor. No início este produz uma sensação de euforia e desinibição, posteriormente provoca sonolência, tristeza e depressão.
É uma droga legal, aceite socialmente, que está profundamente introduzida na nossa cultura. O seu carácter social é uma das causas do seu grande abuso, sendo a droga que provoca o maior número de dependentes e é responsável por inúmeros casos de doença (especialmente no aparelho digestivo - fígado - e no aparelho circulatório, causando também transtornos graves a nível psicológico), invalidez, acidente e até morte.

O consumo de álcool de forma intensa ou habitual assim como a sua ingestão em quantidades excessivas durante os fins-de-semana, ainda que o seu consumo não seja diário, é um comportamento de abuso.
Nestas situações, o consumo de álcool pode gerar dependência.

O indivíduo ao ficar dependente do álcool, e quando privado do seu consumo, aparece a síndroma de abstinência que se caracteriza por tremores nas mãos e na língua, ansiedade, insónia, irritabilidade, náuseas, etc.

A forma mais grave da síndroma referida chama-se "delirium tremens" caracteriza-se por um estado de confusão, desorientação, medo, alucinações, tremores, febre, sudação intensa, entre outros.
 
Informação retirada de: "O consumo de drogas" – Gabinete de Apoio à Função Parental – Câmara Municipal de Odemira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bullying não é brincadeira


Andreia Pereira

Na algazarra dos recreios da escola, há crianças que sofrem em silêncio pelos maus-tratos perpetrados pelos colegas. As vítimas de bullying - um fenómeno que tem ganho algum protagonismo em Portugal - raramente oferecem resistência. E, perante os abusos infligidos, apenas respondem calados, com medo de retaliação.

 

Agridem os colegas da escola, humilham-nos em público e exercem chantagem psicológica e emocional. Será que se trata de brincadeiras de crianças e próprias da idade? Para a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, estes comportamentos apontam para algo que está errado. "O humano é um ser gregário, por isso, há que avaliar as situações em que a relação com o outro se encontra marcada por um carácter agressivo."
Introduzido nos países escandinavos, no início da década de 80, o termo inglês "bullying" tem sido alvo de estudo nos últimos anos. O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", diz Sónia Seixas, doutorada em Psicologia e autora de uma tese sobre bullying em contexto escolar.
A psicóloga indica, porém, que, embora este fenómeno tenha ganho eco nos últimos anos, o comportamento em si não é novo. "Há, agora, um olhar mais atento e direccionado para estas práticas", explica. Ana Vasconcelos defende, ainda, que "sempre houve brigas entre miúdos". Mas, no caso do bullying, a violência não é pontual. "Estes comportamentos repetem-se no tempo", adianta a pedopsiquiatra.
E o que está na base desta violência gratuita? "Há alturas em que a criança, para se sentir segura, precisa de mostrar aos outros que é mais forte", afiança Ana Vasconcelos. E completa: "O bullying pode ser encarado como uma forma de exorcizar os medos." Para garantir a conquista pelo poder, "os agressores vão detectando as suas vítimas nos recreios da escola". O bullying baseia-se, por isso, numa luta desigual: há uma vítima e um agressor (também conhecido por bully). Segundo a pedopsiquiatra, as vítimas são, normalmente, "miúdos emocionalmente retraídos e com menos capacidades para encontrarem soluções ou fazerem queixa".

 


 
A psicóloga Sónia Seixas diz que nestes comportamentos "está implícita uma desigualdade de estatuto e de poder entre os alunos envolvidos". E, no contexto escolar, todos os motivos são válidos para colocar a vítima numa situação de inferioridade. "O agressor exerce a sua supremacia através da força física, pelo facto de ser mais velho, de ter mais popularidade na escola e de ter um grupo de pares mais alargado. Contrariamente à vítima, que, regra geral, é um aluno mais negligenciado, mais rejeitado e com menos amigos que o defendam."
Silêncio dos "inocentes"

O que diferencia um comportamento de bullying de outros comportamentos? Pode-se extrapolar um episódio de violência esporádica e apelidá-lo de bullying? Os critérios de "intencionalidade e agressividade sistemática" são aqueles que, na opinião de Sónia Seixas, "ajudam a distinguir o bullying de outros actos ofensivos".
Fonte bibliográfica: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2231/

ACTIVIDADE FÍSICA
ACTIVIDADE FÍSICA é definida como: "qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso".
Podemos acrescentar que é também qualquer esforço muscular pré-determinado, destinado a executar uma tarefa, seja ela um "piscar dos olhos", um deslocamento dos pés e até um movimento complexo de finta em alguma competição desportiva.
Os benefícios da actividade física e do exercício físico para a saúde, em adultos, estão muito bem documentados. Dados descritivos e prospectivos disponíveis mostram uma relação positiva entre actividade física e condição física e o decréscimo no risco de diversas doenças crónicas como as Doenças Cardiovasculares, a Hipertensão Arterial, a Obesidade, Diabetes tipo 2, Osteoporose, alguns tipos de Cancro e algumas desordens emocionais  (Sardinha e Teixeira 1995).
No entanto, para se obterem os efeitos benéficos é necessário que a actividade física seja praticada de forma regular. A actividade física faz parte integrante de um estilo de vida saudável. É, pois, fundamental que as crianças e os adolescentes aprendam a apreciar a prática de desporto e a actividade física na escola e durante os tempos de lazer. A aprendizagem de estilos de vida saudáveis deve também iniciar-se desde tenra idade.

 
BENEFÍCIOS DA ACTIVIDADE FÍSICA
Nível Cardiovascular
 
  • Reduz o risco de desenvolver problemas cardiovasculares;
  • Ajuda a reduzir a hipertensão;
  • Reduz o risco de desenvolver diabetes e melhora a sensibilidade à insulina;
  • Ajuda no controlo do peso corporal.
  • Reduz o risco de morte prematura
 
Nível da Capacidade Aeróbia
 O


  • Aumento do volume e peso do coração, bem como da espessura da parede e cavidade do ventrículo esquerdo, aumentando a sua capacidade de contracção;

  • Aumento do débito cardíaco (maior capacidade de contracção, logo, mais sangue bombeado a cada batimento);

  • Diminuição da frequência cardíaca, quer em repouso, quer em esforço - bombeia mais sangue em cada batimento cardíaco, não sendo necessários tantos batimentos cardíacos, assim, o coração economiza esforço e bate menos vezes, obtendo o mesmo rendimento;

  • Recuperação mais rápida após o esforço;

  • Aumento do consumo máximo de oxigénio (VO²máx)

  • Diminuição da frequência respiratória - diminuindo-se a necessidade de oxigénio, por melhor aproveitamento deste, o corpo reduz o número de inspirações e expirações por minuto.
 
Nível da Condição Muscular, Óssea e Articular

  • Promove a manutenção ou aumento de massa muscular;

  • Aumenta o metabolismo em repouso após a actividade;

  • Aumenta a resistência de tendões e ligamentos;

  • Promove o aumento da mobilidade articular;

  • Previne a osteoporose, através do stress mecânico;

  • Melhoria dos níveis de força;

  • Reduz o risco de lombalgia.
Nível do Desenvolvimento Psico-Motor


  • Aumento da coordenação e agilidade;

  • Melhoria do equilíbrio e orientação espacial;

  • Melhoria da memória motora;

  • Melhoria da capacidade para desenvolver as tarefas diárias.

    Nível da Composição Sanguínea
  • Redução do colesterol total;
  • Redução do LDL;
  • Aumento do HDL;
  • Redução dos triglicéridos.

Nível Psicológico


  • Promove a auto-estima e a auto-confiança;

  • Reduz a ansiedade, o stress e a depressão;

  • Regulação e prevenção de estados depressivos;

  • Melhoria da concentração e memória nos trabalhos mentais diários;

  • Sensação de bem-estar e conforto gerais;

  • Ajuda a controlar os comportamentos de risco, como por exemplo o uso de tabaco, álcool, substâncias ilícitas.
Não esquecer: Os benefícios para a saúde geralmente são obtidos através de, pelo menos, 30 minutos de actividade física moderada, todos os dias. Este nível de actividade pode ser atingido diariamente através de actividades físicas agradáveis e de movimentos do corpo no dia-a-dia, tais como caminhar para o local de trabalho, subir escadas, jardinagem, dançar e muitos outros desportos recreativos.


 
Pirâmide de Actividade Física
Também o exercício que faz, tem influência directa na sua saúde e bem-estar. Veja como deverá dividir a sua actividade física semanal, de forma a retirar da mesma o maior número de benefícios.


EDUCAÇÃO SEXUAL


Sexualidade
 
          A OMS - Organização Mundial de Saúde - definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor.
            O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições socioculturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade.
            Na adolescência aparecem os caracteres sexuais secundários e tornam-se mais evidentes os comportamentos sexuais, tanto a nível biológico como a nível sócio-afectivo.



Caracteres sexuais secundários masculinos
  • Mudança na voz.
  • Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
  • Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
  • Poluções nocturnas.
  • Aparecimento do acne.
  • Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
  • Maior secreção da hormona testosterona


 



Caracteres sexuais secundários femininos
  • Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
  • Desenvolvimento dos seios e das ancas.
  • Menstruação mensal.
  • Aparecimento do acne.
  • Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
  • Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.

              As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.
            Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.
            As relações entre os dois sexos também vão sofrer alterações importantes. É frequente professores e pais relatarem situações de afastamento e mesmo hostilidade entre rapazes e raparigas na escola, em casa ou em grupos de amigos.
            Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais (proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa). É como se houvesse um período em que se torna interiormente muito importante mostrar claramente, a si mesmo e aos outros, que se pertence a um sexo bem definido, com características muito específicas e opostas ao outro sexo. 
              
 
            Existe um misto de hostilidade e de jogo de provocação e sedução. Há um não querer e querer, um não precisar e precisar, um não gostar e gostar.
            Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.
            Esporadicamente, alguns adolescentes podem envolver-se em relações sexuais. Este não é, no entanto, um comportamento muito frequente nesta fase de desenvolvimento.
            No entanto, estes comportamentos não são generalizados, o que quer dizer que as fantasias ou preocupações ligadas à sexualidade não sejam uma característica comum.
Queres saber mais?  Consulta 

  Fonte bibliográfica: http://www.esec-tondela.rcts.pt/sexualidade/sexualidade.htm

quinta-feira, 29 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hi5 e jovens adolescentes

Tese de mestrado sobre violência nas redes sociais

Onde podemos encontrar, vezes sem conta, os nossos adolescentes e jovens?

Uma das hipóteses é em frente do computador, a deambular por uma das redes sociais virtuais mais conhecidas a nível mundial e a segunda mais utilizada a nível português: o hi5.
O trabalho sobre violência entre adolescentes nas redes sociais virtuais, que deu origem à tese de mestrado «Os HI5 de jovens adolescentes portugueses: uma forma diferente de comunicar», da autoria da estudante Rosa Mary Costa Manso, foi apresentado, hoje de manhã, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).

A investigação de Rosa Manso, estudante em Ciências da Educação, alerta docentes, educadores e pais para os perigos e riscos (mas também, potencialidades) que as redes sociais virtuais representam para o grupo mais jovem.
A orientadora da tese, Maria José Magalhães, especialista da FPCEUP na área da violência de género e violência doméstica, defende que "este trabalho vem alargar o conhecimento sobre a prevenção, em termos educativos, da reprodução da violência nas gerações futuras – dado que, desta vez, o espaço das relações de violência já não é a cozinha nem o quarto, mas o espaço virtual, acerca do qual ainda não existe suficiente consciencialização relativamente aos perigos que pode representar para os adolescentes".
O Hi5 é "uma rede social virtual fascinante, que lhes possibilita a socialização, os convida à criatividade, e, sobretudo, lhes dá a sensação de nunca estarem sós, porque: "os teus amigos, meus amigos são" [online]", refere a autora.
Fig.2. Hi5 é a segunda rede mais utilizada em Portugal
   
A dissertação pretende chamar a atenção e sensibilizar para estes "mundos e vidas paralelos" que os adolescentes e jovens constroem. Nesta investigação, "equacionam-se estas novas linguagens, formas de comunicação e de interacção social como uma nova cultura juvenil".

Cibermundos e valores


A autora procurou seguir um fio condutor – apresentação de figuras de referência em ciências da educação; os cibermundos; valores, sim ou não?; estudo de conteúdos de alguns hi5 e apresentação de algumas considerações.
E escreve ainda: "O tom da dissertação não é como a do "velho do Restelo" por considerarmos que constituem mundos cativantes e de futuros sem retorno, mas alertamos para a importância destes adolescentes e jovens serem acompanhados pelos respectivos educadores, pois existem alguns riscos, similares aos riscos da televisão, da publicidade".
O conteúdo desenvolvido por Rosa Manso não apresenta conclusões por considerar que "nestes mundos nada está concluído" e para poder assim "levar a uma maior liberdade de reflexão, abrir portas, criar inquietações que conduzam à tomada de decisões e compromissos".
A tese foi arguida por Manuel Pinto, investigador da Universidade do Minho na área da comunicação social que se tem dedicado às novas formas de comunicação, na continuidade do trabalho que desenvolveu sobre os riscos da televisão para as crianças.
Fonte bibliográfica: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38094&op=all

terça-feira, 20 de abril de 2010

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


As práticas sexuais são iniciadas em idade precoce, ocorrendo frequentes relações sexuais ocasionais, que conjugadas com comportamentos de risco (relações sexuais sob o efeito do álcool ou outras drogas) condicionam a gravidez na adolescência, a qual provoca alterações na transformação que já vem ocorrendo de forma natural. Portugal é o segundo país da União Europeia com maior taxa de mães adolescentes (15,6%), sendo que em 2002, uma em cada 16 mulheres que se tornaram mães tinham menos de 19 anos. Uma em cada seis jovens entre os 15 e 19 anos com vida sexual activa não utilizam qualquer método contraceptivo, 16% das adolescentes. Por seu lado o recurso à pílula do dia seguinte aumenta à medida que a idade diminui, tendo 33% das adolescentes já recorrido a este método de emergência.
A gravidez na adolescência, especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes (menores de 20 anos) têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, correndo estes bebés um elevado risco de problemas de saúde, como baixo peso, sendo também a morbilidade materna e fetal tanto maior quanto menor for a idade da grávida. Estes riscos devem-se igualmente aos maus hábitos alimentares das mães, ao facto de estas fumarem, beberem álcool ou consumirem outras drogas. A probabilidade das mães adolescentes morrerem devido a complicações durante a gravidez também duplica, podendo estas ser parto prematuro, anemia ou tensão arterial elevada, para além de um grande número contrair infecções sexualmente transmissíveis, sendo no entanto estas que compõem o grupo em que há menor probabilidade de receber assistência médica pré-natal no início da gestação e de forma regular.
Para além das mudanças físicas e emocionais, na adolescência à gravidez acrescem questões psicossociais e falta de apoio que podem torná-la numa experiência traumática e promotora de exclusão social. O surgimento da gravidez pode dificultar a relação com os pais, e consigo própria, pela necessidade de inclusão da gravidez e da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente, havendo um receio de alterações no relacionamento com o namorado e com o seu grupo de amigos, e consequente dificuldade em encontrar um espaço para falar dos medos e dúvidas relativamente à situação vivida. A vida da mãe adolescente e do bebé tendem a ser difíceis devido à sua tendência para o abandono escolar, sendo que sem educação adequada é provável que esta não possua as capacidades necessárias para conseguir um trabalho e conservá-lo, tendo uma maior probabilidade de viver na pobreza. Ou se não desenvolveram as capacidades para uma boa maternidade, e se carecem de sistemas sociais que as ajudem a lidar com o stress de criar um filho. O bem-estar afectivo é muito importante para a jovem grávida e para o bebé.
A sexualidade deverá ser também vivida segundo um conjunto de responsabilidades perante si e perante a sociedade em geral, devendo a gravidez ser evitada e planeada. Consulte o Médico de Planeamento Familiar no Centro de Saúde para mais informações e esclarecimentos.
 

Nas consultas de planeamento familiar, poderás obter mais informação, bem como o apoio e o acompanhamento médico de que necessitas.

Como posso saber se estou grávida?
Um dia ou dois de atraso na menstruação não significa que estejas grávida. Vários factores podem alterar a regularidade do ciclo menstrual (o stress, por exemplo) e provocar ligeiros atrasos.
Contudo, se estás com alguns dias de atraso, sentes o aumento e alteração da consistência das glândulas mamárias, enjoos e vómitos, então convém marcares imediatamente uma consulta de planeamento familiar ou com o teu médico de família, no centro de saúde da tua área de residência. Explica a urgência da razão da consulta na altura da marcação.

Quanto devo pagar pela consulta de planeamento familiar?
As consultas de planeamento familiar são gratuitas.

Posso ir sozinha à consulta de planeamento familiar?
Podes ir sozinha à consulta de planeamento familiar. Não é necessária a autorização ou a presença dos teus pais ou de outro adulto.

Posso verificar se estou grávida antes da consulta?
Sim. Podes comprar na farmácia um teste de gravidez (não é preciso receita médica) ou entregar na farmácia, para análise e em recipiente próprio, uma colheita da tua primeira urina da manhã. Horas depois terás o resultado. Também podes fazer uma análise ao sangue num laboratório de análises clínicas.

Estou grávida. O que devo fazer?
Deves ir regularmente às consultas e nunca faltar a nenhuma. Os cuidados de saúde que tiveres contigo durante a gravidez são muito importantes para a tua saúde e para a do bebé.

Quanto deverei pagar pelas consultas?
Não terás de pagar nada. Todas as grávidas têm direito à prestação de cuidados de saúde gratuitos, quer no centro de saúde quer no hospital.

A presença do pai do meu bebé é importante?
É muito importante. Recorda-te que a gravidez não diz respeito apenas à mulher (mãe), também diz respeito ao pai. Sempre que seja possível, o pai do bebé deve viver a gravidez junto da mãe e participar nas consultas de vigilância.
www.portaldasaude.pt

10 Perguntas sobre Sexo

1) O que é o sexo seguro?
Sexo (mais) seguro é sexo com protecção. Por um lado utilizando meios de prevenir uma gravidez indesejada e por outro usando métodos para proteger contra as infecções sexualmente transmissíveis. A forma de fazer sexo mais seguro é ainda usar preservativo.
 
2) Tenho 17 anos, sou ainda virgem e tenho muitas dúvidas sobre sexo e sexualidade. Não queria falar com pessoas conhecidas. Onde me posso dirigir e com quem posso falar?
Em Portugal há vários serviços que podem ajudar os jovens. Há centros de atendimento e linhas telefónicas de ajuda. O mais fácil é ligares para a sexualidade em linha, do Instituto Português da Juventude onde tens técnicos muito habituados a esclarecer dúvidas. O nº é o 808 222 003. Também te podem encaminhar para consultas de atendimento mais perto do local onde te encontras. Nos centros de saúde também existem consultas de planeamento familiar.

3) Como posso saber se sou homossexual?
Os sentimentos perante a nossa sexualidade podem ser confusos, sobretudo quando nos sentimos atraídos por pessoas do mesmo sexo. O mais importante é perceber com o tempo se de facto o desejo se manifesta sobretudo por um sexo ou por outro. Ser homossexual é tão natural quanto ser heterossexual, pelo que a aceitação deveria ser um processo normal. Caso a orientação sexual seja mais complicada de assumir, pode procurar-se apoio e ajuda.

4) A masturbação faz mal?
Não. A masturbação só é motivo de preocupação se causar algum tipo de inflamação ou se for praticada em níveis que afectem ou perturbem o comportamento social.
 
5) O preservativo rompeu durante a relação sexual com o meu namorado. O que faço agora?
Convém nestas situações, e se querem evitar o risco de uma gravidez indesejada, tomar a contracepção de emergência (CE) ou pílula do dia seguinte. Podem pedir num centro de saúde ou na farmácia. A CE pode ser tomada até 72 horas depois da relação sexual Também é importante que ambos façam testes para despistar a existência de infecções sexualmente transmissíveis. Por fim, importa perceber porque razão o preservativo se rompeu: estaria fora de prazo? Usaram lubrificantes sem ser à base de água?...

6) O preservativo retira o prazer?
Para muitos homens, o preservativo retira alguma sensibilidade, para outros não, ajudando mesmo ao "auto-controlo" da fase pré-orgasmo. A sensibilidade pode contudo ser a mesma com ou sem preservativo. A utilização frequente de preservativos pode ajudar a manter os níveis de sensibilidade, assim como a utilização de preservativos mais finos. Por outro lado, a utilização de um método que é seguro relativamente à prevenção da gravidez e das IST torna toda a relação mais descontraída, ajudando a atingir mais prazer.

7) É fácil atingir o orgasmo?
O orgasmo é a fase mais intensa do nosso ciclo de resposta sexual. É o momento em que uma série de reacções se desencadeiam no nosso corpo conduzindo a uma sensação de prazer.
Nem sempre se atinge durante uma relação sexual, nem é obrigatório que assim seja e depende muito da resposta fisiológica de cada pessoa.  Mas não ter orgasmos pode tornar a vida sexual muito pouco satisfatória para homens e mulheres. Se é frequente a "anorgasmia", ou seja a ausência de orgasmo é importante que os parceiros de uma relação falem sobre o assunto e procurem apoio de técnicos especializados, como terapeutas, psicólogos ou sexólogos. Na maioria das vezes, as disfunções sexuais podem ser resolvidas.
 
8) Sou mulher e quando tenho relações sexuais tenho uma sensação de "secura" na vagina e a penetração torna-se dolorosa. Vai ser sempre assim?
Nem todas as mulheres conseguem uma lubrificação vaginal satisfatória. Pode ter a ver com o facto de não se estar suficientemente excitada, aí pode optar-se por prolongar a fase de carícias e de beijos de antes da penetração. Por outro lado, depois da menopausa pode tornar-se frequente. A solução é usar lubrificantes acessíveis em farmácias.

9) O que é o anel vaginal?
O anel vaginal é um dos métodos contraceptivos mais recentes. Como o nome indica é um anel hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana (ciclo de uso), período durante o qual vai libertando estrogéneo e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula.
 
10) O meu namorado insiste para termos relações sexuais, mas eu ainda não me sinto preparada, o que devo fazer?
A primeira vez, como todas as vezes, deve ser desejada. E só nós sabemos quando nos sentimos preparados. Por isso, tem de haver respeito e tempo para ouvir do outro lado. É importante que conversem e percebam porque se deve esperar ou avançar. Falar abertamente sobre as dúvidas e receios. Mais cedo ou mais tarde surge o momento certo.
 
Fonte bibliográfica: http://www.apf.pt/index.php?area=003&mid=007

sábado, 17 de abril de 2010

Sem Palavras...

 



ACTIVIDADES DE PROMOÇÃO E EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
Gabinete de ApoioAcompanhamento Nutricional,  Exercício e Saúde

 

ENQUADRAMENTO:

Esta actividade contribui para a implementação do Projecto Educação para a Saúde, nomeadamente no que se refere às metas e estratégias da componente nutricional e de melhoria dos hábitos e estilos de vida, dando um apoio e acompanhamento a todos os interessados na área da nutrição, exercício e saúde.
 
PÚBLICO ALVO:

Serão destinatários desta actividade toda a comunidade educativa, alunos (prioritários), professores, funcionários, encarregados de educação e familiares.
 
Horários e marcações (por e-mail ou no gabinete de apoio ao aluno):

segunda-feira
terça-feira
quarta-feira
quinta-feira
sexta-feira
12h10 – 13h00
11h20 - 12h20
10h20 - 11h50
12h10 - 13h00
12h10 - 13h00
14h10 - 14h50
  
  
13h00 - 14h00
14h10 - 14h50
 
Professores responsáveis:
Prof. Rui Vilhena – e-mail: rvilhena@avalmancil.pt
Profa. Albertina Viegas – e-mail: amviegas@avalmancil.pt


O Coordenador

ADOLESCÊNCIA


A adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, psicológicas e sociais. Não se pode definir com exactidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade.

A puberdade é a fase inicial da adolescência, caracterizada pelas transformações físicas e biológicas no corpo dos rapazes e raparigas. É durante a puberdade (entre 10 e 13 anos entre as raparigas e 12 e 14 entre os rapazes) que ocorre o desenvolvimento dos órgãos sexuais. Estes ficam preparados para a reprodução.

Durante a adolescência ocorrem significativas mudanças hormonais no corpo. Além de favorecerem o aparecimento das transformações corporais, as hormonas acabam por influenciar directamente o comportamento dos adolescentes. Nesta fase, os adolescentes encontram-se face a situações confusas e contraditórias, ao mesmo tempo que vivem experiências insólitas e crescem física e intelectualmente. Podem variar muito e rapidamente o seu humor e comportamento. A agressividade, tristeza, felicidade, agitação, preguiça são comuns entre muitos adolescentes neste período.

Por se tratar de uma fase difícil para os adolescentes, é importante que haja compreensão por parte dos que o rodeiam. O acompanhamento e o diálogo neste período são fundamentais.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Portugal é o segundo país da União Europeia com maior taxa de mães adolescentes (15,6%). Uma em cada seis jovens entre os 15 e 19 anos com vida sexual activa não utilizam qualquer método contraceptivo.

Uma gravidez na adolescência provoca alterações na transformação que está a ocorrer no corpo e implica um duplo esforço de adaptação interna fisiológica e uma dupla movimentação de duas realidades que convergem num único momento: estar grávida e ser adolescente.

A partir do momento em que a adolescente sabe que está grávida está exposta a importantes consequências, não só físicas, mas também psicológicas, sociais e económicas. Os efeitos de muitas delas podem estender-se, inclusive, até muitos anos depois da gravidez. Para além de ser um risco para a saúde da jovem mãe e da criança, a gravidez na adolescência, é um factor de abandono escolar. Outros problemas associados às gravidezes não desejáveis, e com graves consequências em termos sociais, são o aborto clandestino e a possibilidade de contracção de infecções sexualmente transmissíveis.

CONSEQUÊNCIAS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

  • Os riscos para a mãe e para o bebé são mais elevados
  • São mais frequentes anemias e alterações de peso durante a gestação
  • O crescimento uterino pode ser menor que o habitual
  • As probabilidades de complicações durante o parto são também maiores
  • Stress e depressão
  • Potencial rejeição por parte do parceiro
  • Maior incidência de baixa auto-estima
  • Abandono escolar
  • Abandono do grupo
  • Aborto e suas consequências
  • Rupturas familiares, escolares e sociais
  • Problemas económicos
  • Risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis

CONTRACEPÇÃO

Evita a gravidez impedindo a fecundação (encontro do espermatozóide com o óvulo)
Os mais indicados para os adolescentes são:

Pílula
+
Preservativo





Sugestões para adiar as relações sexuais
  • Ir a festas e outros eventos em grupo.
  • Decidir até onde queres "ir" antes de seres confrontado com uma situação real.
  • Decidir o teu limite de ingestão de álcool/droga antes de estares numa situação de pressão.
  • Evitar cair em "conversas" e em palavras românticas.
  • Seres claro sobre os teus limites – não transmitir mensagens erradas. EX: não actues de maneira sensual (não "provoques" se não quiseres ter relações sexuais.
  • Prestar atenção ao teu instinto; quando uma situação se tornar desagradável, vai-te embora.
  • Participar em actividades desportivas, clubes, hobbies, etc.
  • Evitar "sair" com pessoas que te possam pressionar a ter relações sexuais.
  • Seres honesto desde o principio, dizendo que não queres ter relações sexuais.
  • Evitar sair com pessoas em quem não confias.
  • Evitar lugares isolados onde não podes pedir ajuda.
  • Não aceitar boleia de pessoas que não conheces ou em quem não confias.
  • Não aceitar prendas ou dinheiro de pessoas que não conheces muito bem.
  • Evitar ir para o quarto de alguém quando não está mais ninguém em casa.
  • Tentar demonstrar afecto sem ser através de relações sexuais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Bullying e Cyberbullying: As Diferenças


Por Tito de Morais

O programa "Falar Global", na SIC Notícias, dedicou a última edição ao bullying na Internet, um tema sobre o qual ando a falar desde 2003. A este propósito parece-me importante acrescentar alguma informação relevante para percebermos a diferença entre bullying e cyberbullying.
Reginaldo Rodrigues de Almeida introduziu o programa classificando o bullying como "uma forma dos mais fortes exercerem pressões psicológicas e até físicas sobre os mais fracos" e que já chegou à Internet. É verdade, mas pelas características próprias deste fenómeno e como forma de o diferenciar de outra formas de bullying, na Internet o fenómeno é conhecido por cyberbullying. Dado o programa não distinguir claramente o bullying do cyberbullying, utilizando ambos os termos algo indiscriminadamente, pareceu-me importante escrever este artigo para que possamos perceber as diferenças.


Nem Sempre Maiores, Mais Velhos e Mais Fortes

Para além da diferença óbvia de, contrariamente ao bullying presencial, o cyberbullying ocorrer através das tecnologias de informação e comunicação (TIC), uma distinção importante é que no cyberbullying, contrariamente ao que a introdução de Reginaldo Rodrigues de Almeida refere, o agressor (o bully) não precisa de ser maior ou mais forte que as suas vítimas. Este aspecto escapou também a Eduardo Sá, o conhecido psicólogo convidado do programa, ao responder à primeira pergunta que lhe é colocada, sobre o que o motiva os potenciais agressores. De facto, enquanto no bullying presencial a vítima é geralmente mais nova ou mais fraca - física ou psicologicamente - que o agressor, no cyberbullying nem sempre é assim.


"Longe da Vista, Longe do Coração"

Outro aspecto relevante segundo o qual o cyberbullying difere do bullying presencial é que no primeiro, como referi, as acções do agressor têm lugar através das TIC, o que faz com que não presencie de forma imediatamente tangível os resultados das suas acções na vítima. Daqui resulta que o agressor não vê de imediato o mal que causou, as consequências dos seus actos, o que minimiza quaisquer eventuais sentimentos de remorso ou empatia para com a vítima que pudesse vir a sentir em resultado dessa constatação. Esta realidade cria, assim, uma situação em que as pessoas podem fazer e dizer coisas na Internet que seriam muito menos propensas a dizer ou fazer presencialmente. Exemplos que ilustram, de forma excelente, o que acabo de dizer são dois vídeos educativos (infelizmente em inglês), produzidos no âmbito de uma campanha de combate ao cyberbullying nos Estados Unidos da América.


Motivação dos Agressores

Ainda a propósito da compreensão das motivações do comportamento dos agressores, da minha experiência este tipo de comportamentos pode ser motivado por razões tão vulgares quanto o facto de uma rapariga não prestar a atenção que um pretendente acha que merece, um namorado procurar vingar-se da namorada que pôs um ponto final ao namoro, uma rapariga invejosa do sucesso ou popularidade de uma colega, etc. Outras vezes, tratam-se de brincadeiras de mau gosto que no mundo físico aconteceriam uma única vez e seriam esquecidas, mas que devido à persistência, pesquisabilidade e replicabilidade dos conteúdos e invisibilidade das audiências, na Internet adquirem uma dimensão imparável e desproporcional.


Acções Episódicas, Tornam-se Persistentes

Estes últimos aspectos (persistência, pesquisabilidade, replicabilidade e invisibilidade), foi algo que escapou a Eduardo Sá, o conhecido psicólogo convidado para o programa, ao responder à pergunta sobre se o cyberbullying poderia conduzir à morte. De facto, as acções episódicas não constituem bullying, dado que este se caracteriza por acções repetidas ao longo do tempo. No entanto, em resultado da persistência, pesquisabilidade, replicabilidade e invisibilidade já referidas, aquilo que pode aparentar ser episódico, na Internet é na realidade repetido ao longo do tempo. Um exemplo que ilustra o que afirmo é o caso do Star Wars Kid, tema do primeiro artigo em que abordei o cyberbullying.

Acções Entre-Pares

Uma das características que distingue o bullying do simples assédio, da agressão, difamação, humilhação, ou perseguição é o facto de apenas se considerar como actos de bullying as acções que têm lugar entre pares. À luz deste princípio, actos em que as vítimas são os professores mas os agressores são crianças, ou vice-versa, não se consideram bullying. Dependendo do acto em si, poderão configurar qualquer uma das situações acima referidas (assédio, agressão, etc.) e muitas outras, tais como coacção, chantagem, manipulação, etc. Já as situações em que agressores e vítimas são ambos professores, podem configurar um tipo particular de bullying, o bullying no local de trabalho, sendo no entanto que o termo bullying, apesar de se poder aplicar a contextos diversos, se aplica cada vez de uma forma mais generalizada ao bullying escolar onde as vítimas e os agressores são crianças e jovens. Outro aspecto relevante é que dado o anonimato proporcionado pela Internet, é muitas vezes difícil afirmar categoricamente se agressores e vítimas são pares. Por esta razão, no cyberbullying, este não é um facto considerado relevante pela generalidade dos investigadores podendo-se, no entanto também falar de ciber assédio, ciber perseguição, etc.

E Antes da Internet?

A confusão entre bullying e cyberbullying surge novamente quando Reginaldo Rodrigues de Almeida questiona Eduardo Sá sobre se estes comportamentos existiam também antes da Internet. Tal é verdade com o bullying, mas o cyberbullying surge apenas com a proliferação das TIC, manifestando-se e propagando-se por meios que até aí não existiam. As características das TIC em geral e da Internet e particular, potenciam assim, de facto, este tipo de fenómenos que têm vindo a assumir dimensões cada vez mais preocupantes em resultado da elevada penetração das TIC na população em geral, e nas crianças e nos jovens em particular.

Acções em Diferido

A terminar as comparações entre bullying e cyberbullying, parece-me ainda relevante sublinhar que, enquanto geralmente o bullying é presenciado por testemunhas/observadores no momento em que acontece, o mesmo geralmente não acontece com o cyberbullying, que ocorre geralmente a coberto do anonimato, deixando assim as vítimas ainda mais vulneráveis ou desprotegidas. Acresce ainda que, enquanto a casa constitui geralmente um refúgio onde a vítima de bullying está geralmente a salvo das acções do agressor, tal não acontece com o cyberbullying, onde até em casa a vítima não está a coberto das acções do agressor. Seja ao abrir uma mensagem de correio electrónico, de Instant Messaging, ao receber um SMS, ao consultar um fórum ou uma simples página web.

E os Valores?!

À pergunta sobre de que maneira os encarregados de educação podem estar mais despertos para esta realidade, Eduardo Sá revela o melhor da sua intervenção, se bem que se desvie um pouco do tema acabando por se esquecer de referir que o bullying e o cyberbullying são sobretudo uma questão de carácter e que, como tal, todas as notícias sobre o tema devem ser aproveitadas por pais e professores como ponto de partida para conversas e discussões em torno dos valores que a família e a escola considera importantes e como estes valores podem ter uma influência positiva nestes fenómenos.

Soundbytes

O programa conclui com uma série de excelentes "soundbytes" nos quais Eduardo Sá se revela especialista e que decididamente valem a pena escutar pela voz do próprio, com o devido enquadramento. Mas pena que tenha perdido uma excelente oportunidade de enunciar alguns passos concretos que o Ministério da Educação e as escolas podem começar a tomar, já hoje, para combater este tipo de fenómenos.

De facto, como conclui o programa, a surdez apontada por Eduardo Sá pode (?) levar ao crescimento exponencial do cyberbullying. Coloco o ponto de interrogação, porque em Portugal, se já existem estudos sobre o bullying escolar, sobre o cyberbullying não existem estudos e como já tenho dito, enquanto tal não acontecer, politicamente é como se o problema não existisse.