quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Consumo de Drogas


O que é a droga?
De um modo geral, podemos considerar que droga é tudo aquilo que fumado, engolido, inalado ou injectado produz alterações psíquicas, sentidas como agradáveis e que, quando consumida, se for tomada repetidas vezes pode gerar dependência.
 
Como se classificam?
As drogas podem classificar-se de diferentes formas, segundo os seus efeitos sobre o sistema nervoso central, segundo a sua composição química, segundo a sua acção farmacológica, entre outras. No entanto, a classificação mais adequada é a que se prende com o significado que cada substância tem na nossa cultura.
 
Deste modo, podemos distinguir dois grupos:
DROGAS LEGAIS – São aquelas que consumimos de forma natural, pois são aceites pela nossa sociedade e fazem parte dos nossos costumes, como é o caso do álcool, do tabaco, do café e dos fármacos.

DROGAS ILEGAIS – O consumo deste tipo de substâncias é proibido por lei, é rejeitado pela nossa sociedade e não faz parte dos nossos costumes e tradições. Ex's: cannabis, heroína, cocaína e ecstasy.

De todas estas substâncias consideramos importante alertar sobre os perigos do consumo de Álcool, uma vez que é a mais grave das toxicodependências em Portugal, pois atinge no nosso país o consumo mais elevado.

O Álcool é uma droga!
O álcool não é um estimulante do Sistema Nervoso Central, é um Depressor. No início este produz uma sensação de euforia e desinibição, posteriormente provoca sonolência, tristeza e depressão.
É uma droga legal, aceite socialmente, que está profundamente introduzida na nossa cultura. O seu carácter social é uma das causas do seu grande abuso, sendo a droga que provoca o maior número de dependentes e é responsável por inúmeros casos de doença (especialmente no aparelho digestivo - fígado - e no aparelho circulatório, causando também transtornos graves a nível psicológico), invalidez, acidente e até morte.

O consumo de álcool de forma intensa ou habitual assim como a sua ingestão em quantidades excessivas durante os fins-de-semana, ainda que o seu consumo não seja diário, é um comportamento de abuso.
Nestas situações, o consumo de álcool pode gerar dependência.

O indivíduo ao ficar dependente do álcool, e quando privado do seu consumo, aparece a síndroma de abstinência que se caracteriza por tremores nas mãos e na língua, ansiedade, insónia, irritabilidade, náuseas, etc.

A forma mais grave da síndroma referida chama-se "delirium tremens" caracteriza-se por um estado de confusão, desorientação, medo, alucinações, tremores, febre, sudação intensa, entre outros.
 
Informação retirada de: "O consumo de drogas" – Gabinete de Apoio à Função Parental – Câmara Municipal de Odemira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bullying não é brincadeira


Andreia Pereira

Na algazarra dos recreios da escola, há crianças que sofrem em silêncio pelos maus-tratos perpetrados pelos colegas. As vítimas de bullying - um fenómeno que tem ganho algum protagonismo em Portugal - raramente oferecem resistência. E, perante os abusos infligidos, apenas respondem calados, com medo de retaliação.

 

Agridem os colegas da escola, humilham-nos em público e exercem chantagem psicológica e emocional. Será que se trata de brincadeiras de crianças e próprias da idade? Para a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, estes comportamentos apontam para algo que está errado. "O humano é um ser gregário, por isso, há que avaliar as situações em que a relação com o outro se encontra marcada por um carácter agressivo."
Introduzido nos países escandinavos, no início da década de 80, o termo inglês "bullying" tem sido alvo de estudo nos últimos anos. O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", diz Sónia Seixas, doutorada em Psicologia e autora de uma tese sobre bullying em contexto escolar.
A psicóloga indica, porém, que, embora este fenómeno tenha ganho eco nos últimos anos, o comportamento em si não é novo. "Há, agora, um olhar mais atento e direccionado para estas práticas", explica. Ana Vasconcelos defende, ainda, que "sempre houve brigas entre miúdos". Mas, no caso do bullying, a violência não é pontual. "Estes comportamentos repetem-se no tempo", adianta a pedopsiquiatra.
E o que está na base desta violência gratuita? "Há alturas em que a criança, para se sentir segura, precisa de mostrar aos outros que é mais forte", afiança Ana Vasconcelos. E completa: "O bullying pode ser encarado como uma forma de exorcizar os medos." Para garantir a conquista pelo poder, "os agressores vão detectando as suas vítimas nos recreios da escola". O bullying baseia-se, por isso, numa luta desigual: há uma vítima e um agressor (também conhecido por bully). Segundo a pedopsiquiatra, as vítimas são, normalmente, "miúdos emocionalmente retraídos e com menos capacidades para encontrarem soluções ou fazerem queixa".

 


 
A psicóloga Sónia Seixas diz que nestes comportamentos "está implícita uma desigualdade de estatuto e de poder entre os alunos envolvidos". E, no contexto escolar, todos os motivos são válidos para colocar a vítima numa situação de inferioridade. "O agressor exerce a sua supremacia através da força física, pelo facto de ser mais velho, de ter mais popularidade na escola e de ter um grupo de pares mais alargado. Contrariamente à vítima, que, regra geral, é um aluno mais negligenciado, mais rejeitado e com menos amigos que o defendam."
Silêncio dos "inocentes"

O que diferencia um comportamento de bullying de outros comportamentos? Pode-se extrapolar um episódio de violência esporádica e apelidá-lo de bullying? Os critérios de "intencionalidade e agressividade sistemática" são aqueles que, na opinião de Sónia Seixas, "ajudam a distinguir o bullying de outros actos ofensivos".
Fonte bibliográfica: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2231/

ACTIVIDADE FÍSICA
ACTIVIDADE FÍSICA é definida como: "qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso".
Podemos acrescentar que é também qualquer esforço muscular pré-determinado, destinado a executar uma tarefa, seja ela um "piscar dos olhos", um deslocamento dos pés e até um movimento complexo de finta em alguma competição desportiva.
Os benefícios da actividade física e do exercício físico para a saúde, em adultos, estão muito bem documentados. Dados descritivos e prospectivos disponíveis mostram uma relação positiva entre actividade física e condição física e o decréscimo no risco de diversas doenças crónicas como as Doenças Cardiovasculares, a Hipertensão Arterial, a Obesidade, Diabetes tipo 2, Osteoporose, alguns tipos de Cancro e algumas desordens emocionais  (Sardinha e Teixeira 1995).
No entanto, para se obterem os efeitos benéficos é necessário que a actividade física seja praticada de forma regular. A actividade física faz parte integrante de um estilo de vida saudável. É, pois, fundamental que as crianças e os adolescentes aprendam a apreciar a prática de desporto e a actividade física na escola e durante os tempos de lazer. A aprendizagem de estilos de vida saudáveis deve também iniciar-se desde tenra idade.

 
BENEFÍCIOS DA ACTIVIDADE FÍSICA
Nível Cardiovascular
 
  • Reduz o risco de desenvolver problemas cardiovasculares;
  • Ajuda a reduzir a hipertensão;
  • Reduz o risco de desenvolver diabetes e melhora a sensibilidade à insulina;
  • Ajuda no controlo do peso corporal.
  • Reduz o risco de morte prematura
 
Nível da Capacidade Aeróbia
 O


  • Aumento do volume e peso do coração, bem como da espessura da parede e cavidade do ventrículo esquerdo, aumentando a sua capacidade de contracção;

  • Aumento do débito cardíaco (maior capacidade de contracção, logo, mais sangue bombeado a cada batimento);

  • Diminuição da frequência cardíaca, quer em repouso, quer em esforço - bombeia mais sangue em cada batimento cardíaco, não sendo necessários tantos batimentos cardíacos, assim, o coração economiza esforço e bate menos vezes, obtendo o mesmo rendimento;

  • Recuperação mais rápida após o esforço;

  • Aumento do consumo máximo de oxigénio (VO²máx)

  • Diminuição da frequência respiratória - diminuindo-se a necessidade de oxigénio, por melhor aproveitamento deste, o corpo reduz o número de inspirações e expirações por minuto.
 
Nível da Condição Muscular, Óssea e Articular

  • Promove a manutenção ou aumento de massa muscular;

  • Aumenta o metabolismo em repouso após a actividade;

  • Aumenta a resistência de tendões e ligamentos;

  • Promove o aumento da mobilidade articular;

  • Previne a osteoporose, através do stress mecânico;

  • Melhoria dos níveis de força;

  • Reduz o risco de lombalgia.
Nível do Desenvolvimento Psico-Motor


  • Aumento da coordenação e agilidade;

  • Melhoria do equilíbrio e orientação espacial;

  • Melhoria da memória motora;

  • Melhoria da capacidade para desenvolver as tarefas diárias.

    Nível da Composição Sanguínea
  • Redução do colesterol total;
  • Redução do LDL;
  • Aumento do HDL;
  • Redução dos triglicéridos.

Nível Psicológico


  • Promove a auto-estima e a auto-confiança;

  • Reduz a ansiedade, o stress e a depressão;

  • Regulação e prevenção de estados depressivos;

  • Melhoria da concentração e memória nos trabalhos mentais diários;

  • Sensação de bem-estar e conforto gerais;

  • Ajuda a controlar os comportamentos de risco, como por exemplo o uso de tabaco, álcool, substâncias ilícitas.
Não esquecer: Os benefícios para a saúde geralmente são obtidos através de, pelo menos, 30 minutos de actividade física moderada, todos os dias. Este nível de actividade pode ser atingido diariamente através de actividades físicas agradáveis e de movimentos do corpo no dia-a-dia, tais como caminhar para o local de trabalho, subir escadas, jardinagem, dançar e muitos outros desportos recreativos.


 
Pirâmide de Actividade Física
Também o exercício que faz, tem influência directa na sua saúde e bem-estar. Veja como deverá dividir a sua actividade física semanal, de forma a retirar da mesma o maior número de benefícios.


EDUCAÇÃO SEXUAL


Sexualidade
 
          A OMS - Organização Mundial de Saúde - definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor.
            O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições socioculturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade.
            Na adolescência aparecem os caracteres sexuais secundários e tornam-se mais evidentes os comportamentos sexuais, tanto a nível biológico como a nível sócio-afectivo.



Caracteres sexuais secundários masculinos
  • Mudança na voz.
  • Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
  • Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
  • Poluções nocturnas.
  • Aparecimento do acne.
  • Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
  • Maior secreção da hormona testosterona


 



Caracteres sexuais secundários femininos
  • Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
  • Desenvolvimento dos seios e das ancas.
  • Menstruação mensal.
  • Aparecimento do acne.
  • Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
  • Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.

              As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.
            Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.
            As relações entre os dois sexos também vão sofrer alterações importantes. É frequente professores e pais relatarem situações de afastamento e mesmo hostilidade entre rapazes e raparigas na escola, em casa ou em grupos de amigos.
            Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais (proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa). É como se houvesse um período em que se torna interiormente muito importante mostrar claramente, a si mesmo e aos outros, que se pertence a um sexo bem definido, com características muito específicas e opostas ao outro sexo. 
              
 
            Existe um misto de hostilidade e de jogo de provocação e sedução. Há um não querer e querer, um não precisar e precisar, um não gostar e gostar.
            Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.
            Esporadicamente, alguns adolescentes podem envolver-se em relações sexuais. Este não é, no entanto, um comportamento muito frequente nesta fase de desenvolvimento.
            No entanto, estes comportamentos não são generalizados, o que quer dizer que as fantasias ou preocupações ligadas à sexualidade não sejam uma característica comum.
Queres saber mais?  Consulta 

  Fonte bibliográfica: http://www.esec-tondela.rcts.pt/sexualidade/sexualidade.htm

quinta-feira, 29 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hi5 e jovens adolescentes

Tese de mestrado sobre violência nas redes sociais

Onde podemos encontrar, vezes sem conta, os nossos adolescentes e jovens?

Uma das hipóteses é em frente do computador, a deambular por uma das redes sociais virtuais mais conhecidas a nível mundial e a segunda mais utilizada a nível português: o hi5.
O trabalho sobre violência entre adolescentes nas redes sociais virtuais, que deu origem à tese de mestrado «Os HI5 de jovens adolescentes portugueses: uma forma diferente de comunicar», da autoria da estudante Rosa Mary Costa Manso, foi apresentado, hoje de manhã, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).

A investigação de Rosa Manso, estudante em Ciências da Educação, alerta docentes, educadores e pais para os perigos e riscos (mas também, potencialidades) que as redes sociais virtuais representam para o grupo mais jovem.
A orientadora da tese, Maria José Magalhães, especialista da FPCEUP na área da violência de género e violência doméstica, defende que "este trabalho vem alargar o conhecimento sobre a prevenção, em termos educativos, da reprodução da violência nas gerações futuras – dado que, desta vez, o espaço das relações de violência já não é a cozinha nem o quarto, mas o espaço virtual, acerca do qual ainda não existe suficiente consciencialização relativamente aos perigos que pode representar para os adolescentes".
O Hi5 é "uma rede social virtual fascinante, que lhes possibilita a socialização, os convida à criatividade, e, sobretudo, lhes dá a sensação de nunca estarem sós, porque: "os teus amigos, meus amigos são" [online]", refere a autora.
Fig.2. Hi5 é a segunda rede mais utilizada em Portugal
   
A dissertação pretende chamar a atenção e sensibilizar para estes "mundos e vidas paralelos" que os adolescentes e jovens constroem. Nesta investigação, "equacionam-se estas novas linguagens, formas de comunicação e de interacção social como uma nova cultura juvenil".

Cibermundos e valores


A autora procurou seguir um fio condutor – apresentação de figuras de referência em ciências da educação; os cibermundos; valores, sim ou não?; estudo de conteúdos de alguns hi5 e apresentação de algumas considerações.
E escreve ainda: "O tom da dissertação não é como a do "velho do Restelo" por considerarmos que constituem mundos cativantes e de futuros sem retorno, mas alertamos para a importância destes adolescentes e jovens serem acompanhados pelos respectivos educadores, pois existem alguns riscos, similares aos riscos da televisão, da publicidade".
O conteúdo desenvolvido por Rosa Manso não apresenta conclusões por considerar que "nestes mundos nada está concluído" e para poder assim "levar a uma maior liberdade de reflexão, abrir portas, criar inquietações que conduzam à tomada de decisões e compromissos".
A tese foi arguida por Manuel Pinto, investigador da Universidade do Minho na área da comunicação social que se tem dedicado às novas formas de comunicação, na continuidade do trabalho que desenvolveu sobre os riscos da televisão para as crianças.
Fonte bibliográfica: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38094&op=all

terça-feira, 20 de abril de 2010

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


As práticas sexuais são iniciadas em idade precoce, ocorrendo frequentes relações sexuais ocasionais, que conjugadas com comportamentos de risco (relações sexuais sob o efeito do álcool ou outras drogas) condicionam a gravidez na adolescência, a qual provoca alterações na transformação que já vem ocorrendo de forma natural. Portugal é o segundo país da União Europeia com maior taxa de mães adolescentes (15,6%), sendo que em 2002, uma em cada 16 mulheres que se tornaram mães tinham menos de 19 anos. Uma em cada seis jovens entre os 15 e 19 anos com vida sexual activa não utilizam qualquer método contraceptivo, 16% das adolescentes. Por seu lado o recurso à pílula do dia seguinte aumenta à medida que a idade diminui, tendo 33% das adolescentes já recorrido a este método de emergência.
A gravidez na adolescência, especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes (menores de 20 anos) têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, correndo estes bebés um elevado risco de problemas de saúde, como baixo peso, sendo também a morbilidade materna e fetal tanto maior quanto menor for a idade da grávida. Estes riscos devem-se igualmente aos maus hábitos alimentares das mães, ao facto de estas fumarem, beberem álcool ou consumirem outras drogas. A probabilidade das mães adolescentes morrerem devido a complicações durante a gravidez também duplica, podendo estas ser parto prematuro, anemia ou tensão arterial elevada, para além de um grande número contrair infecções sexualmente transmissíveis, sendo no entanto estas que compõem o grupo em que há menor probabilidade de receber assistência médica pré-natal no início da gestação e de forma regular.
Para além das mudanças físicas e emocionais, na adolescência à gravidez acrescem questões psicossociais e falta de apoio que podem torná-la numa experiência traumática e promotora de exclusão social. O surgimento da gravidez pode dificultar a relação com os pais, e consigo própria, pela necessidade de inclusão da gravidez e da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente, havendo um receio de alterações no relacionamento com o namorado e com o seu grupo de amigos, e consequente dificuldade em encontrar um espaço para falar dos medos e dúvidas relativamente à situação vivida. A vida da mãe adolescente e do bebé tendem a ser difíceis devido à sua tendência para o abandono escolar, sendo que sem educação adequada é provável que esta não possua as capacidades necessárias para conseguir um trabalho e conservá-lo, tendo uma maior probabilidade de viver na pobreza. Ou se não desenvolveram as capacidades para uma boa maternidade, e se carecem de sistemas sociais que as ajudem a lidar com o stress de criar um filho. O bem-estar afectivo é muito importante para a jovem grávida e para o bebé.
A sexualidade deverá ser também vivida segundo um conjunto de responsabilidades perante si e perante a sociedade em geral, devendo a gravidez ser evitada e planeada. Consulte o Médico de Planeamento Familiar no Centro de Saúde para mais informações e esclarecimentos.
 

Nas consultas de planeamento familiar, poderás obter mais informação, bem como o apoio e o acompanhamento médico de que necessitas.

Como posso saber se estou grávida?
Um dia ou dois de atraso na menstruação não significa que estejas grávida. Vários factores podem alterar a regularidade do ciclo menstrual (o stress, por exemplo) e provocar ligeiros atrasos.
Contudo, se estás com alguns dias de atraso, sentes o aumento e alteração da consistência das glândulas mamárias, enjoos e vómitos, então convém marcares imediatamente uma consulta de planeamento familiar ou com o teu médico de família, no centro de saúde da tua área de residência. Explica a urgência da razão da consulta na altura da marcação.

Quanto devo pagar pela consulta de planeamento familiar?
As consultas de planeamento familiar são gratuitas.

Posso ir sozinha à consulta de planeamento familiar?
Podes ir sozinha à consulta de planeamento familiar. Não é necessária a autorização ou a presença dos teus pais ou de outro adulto.

Posso verificar se estou grávida antes da consulta?
Sim. Podes comprar na farmácia um teste de gravidez (não é preciso receita médica) ou entregar na farmácia, para análise e em recipiente próprio, uma colheita da tua primeira urina da manhã. Horas depois terás o resultado. Também podes fazer uma análise ao sangue num laboratório de análises clínicas.

Estou grávida. O que devo fazer?
Deves ir regularmente às consultas e nunca faltar a nenhuma. Os cuidados de saúde que tiveres contigo durante a gravidez são muito importantes para a tua saúde e para a do bebé.

Quanto deverei pagar pelas consultas?
Não terás de pagar nada. Todas as grávidas têm direito à prestação de cuidados de saúde gratuitos, quer no centro de saúde quer no hospital.

A presença do pai do meu bebé é importante?
É muito importante. Recorda-te que a gravidez não diz respeito apenas à mulher (mãe), também diz respeito ao pai. Sempre que seja possível, o pai do bebé deve viver a gravidez junto da mãe e participar nas consultas de vigilância.
www.portaldasaude.pt